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Hoje não há análise, mas impressão pura. Da cimeira de Havana, no dia em que Cuba, para a mente de quem a governa, deixou de ser uma Ilha. Castro, em estatura, não se pode comparar a Chavez. E este, por sua vez, está muito acima de Morales. Fidel precisava de
branquear o comunismo, muito conspurcado pelo isolamento. Assinou o pacto com o Diabo, ou melhor, com dois - um oficial populista saído das forças de elite de um país com a arma petrolífera, qual Mefistófeles suficiente; e com o parente pobre. Este, um criminoso comum ligado ao narcotráfico, necessitava de enlace nobilitante com um homem famoso por defender ideologia e com o vizinho de posses. E, no meio, ao Presidente Venezuelano convinha sacudir a ganga do oportunismo, através da aliança com um
ultra da propria coerência, como da solidariedade para com uma nação exaurida. Não se poderia pensar em exportar uma nova revolução, pois não existe unidade doutrinal entre os três. A argamassa que os unisse só podia residir no anti-americanismo. Em ódios velhos cheios de razões se estriba agora a sementeira de ilusões com fachada de política externa; mas cuja função primeira será consolidar o poder, internamente.