«O optimismo é uma preguiça do espírito». E. Herriot. + «Uma assombração que se preza não pode ser preguiçosa. Buuuh!». O Fantasma do Misantropo.
Este episódio nunca existiu. D.Quixote lendo a um atento Rocinante. Se o tivesse feito, talvez não tivesse incorrido na loucura de transplantar para a Vida as aventuras das novelas de cavalaria que deglutira. Como também no nosso tempo e lugar, ter a quem possamos dar conta do que lemos e sentimos é condição primeira da manutenção da sanidade psíquica. Mas todos dizem que há falta de leitores. E não há sombra de dúvida de que a azáfama e as exigências profissionais, acrescidas do bulício citadino, não deixam margem para a abundância de ouvintes. É a crise que bate à porta. A mental, claro.