!DOCTYPE html PUBLIC "-//W3C//DTD XHTML 1.0 Transitional//EN" "http://www.w3.org/TR/xhtml1/DTD/xhtml1-transitional.dtd"> Calma Penada: O Coração Tem Razões...

Calma Penada


«O optimismo é uma preguiça do espírito». E. Herriot. + «Uma assombração que se preza não pode ser preguiçosa. Buuuh!». O Fantasma do Misantropo.


segunda-feira, maio 15, 2006

O Coração Tem Razões...

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Uma investigação inglesa diz que três em cada quatro enfartes masculinos ocorridos durante as relações sexuais acontecem nas que se desenrolam fora do matrimónio. E o Prof. Fernando Pádua dá como explicação do facto poder ficar a dever-se à vontade que os vitimados terão sentido de provar capacidades, perante parceiras irregulares, presumivelmente mais jovens. Devo dizer que, como explicação psicológica, me parece ainda mais rebuscada do que o habitual. Não brincarei, sugerindo que há muito maior número de relaçoes extra-conjugais e, após uns anos, até de frequência dos actos, logo, de oportunidades para o desastre. O que me parece é que a explicação mais natural se prenderá com os níveis de excitação decorrentes de uma relativa novidade; e não com qualquer interiorizada prova de fogo de esforço...

sustos2 Sustos:

que triste realidade esta de as pessoas já não conseguirem aspirar a viver toda a vida juntas sem infidelidades.
será que desistiram delas próprias?
o sonho cor de rosa é ainda ser feliz para sempre como na história da bela adormecida, mas o momem (e a mulher, claro) acham que não são capazes.
Querida Maria:
É bem verdade, mas, quanto a mim, tudo resulta de se não encarar o matrimónio como um compromisso, mas como uma tentativa de melhorar a vida que, consoante sofra algumas dificuldades, é susceptível de reversão, por simples manifestação de vontade de cessação. Um passo mais e é o próprio desprezo pelo conteúdo da relação que se instituiu solenemente, com todas as torpes baixezas da traição. Estamos bem longe de Chesterton: «O que há de grande e belo no casamento não é o facto de ambos serem livres, mas de ambos estarem dispostos a ser escravos».
Beijinho.

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