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Faz hoje anos a Actriz Hillary Swank, de quem apenas recordo ter visto um filme, mas que foi, concomitantemente, a última película que me comoveu, «
MILLION DOLLARS BABY». Considero-o, cinematograficamente, muitíssimo, embora mais pela paulatina construçao dos afectos e da confiança que nos é mostrada, do que pelos extremos dilemáticos finais. Mas estes têm a sua carga específica, ao fazer de um homicídio pedido uma prova de afecto, que se, num sentido, é a prova de abnegação suprema, no outro é a prossecução do alívio através da injecção de uma inultrapassável sombra no que é instado a colaborar. Desejando nunca ser posto perante conflito de valores semelhante, com respeito extremo por todo o
pathos perceptível no sofrimento físico e no acompanhamento dele pelos próximos, parece demasiado pouco crer que o amor possa encontrar a sua máxima expressão na morte.
Grande filme, excelentes actores. E o Morgan Freeman está em grande forma.
Bem lembrado, o Gene Hackman. Abraço.