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É um caso em que a partilha do Poder não resultou. Depois de anos a fio os governos Muçulmanos do Sudão matarem alegremente à fome os Cristãos e Animistas do Sul, em Dafur, mas não só, continuam a morrer de extrema desnutrição dezenas de milhar de Pessoas, apesar de, formalmente, representantes das vítimas integrarem o executivo de Cartum. Num País tão grande, penso que a única solução é dividi-lo e fazer a ajuda chegar à parte necessitada, sem oposição ou sabotagem subreptícia do Norte. Donde, saúdam-se as palavras do Comissário da ONU para os Refugiados, António Guterres, considerando «inaceitável» a situação. Pelo que se conhece do Indivíduo, tudo faz crer que correspondam a uma genuína revolta, ditada pela compaixão e solidariedade humanas. Mas, cinicamente, poder-se-ia dizer que, se não se actuar rapidamente, ele ficará sem O que comissariar na região. E não por cessar qualquer vontade de fugir.