«O optimismo é uma preguiça do espírito». E. Herriot. + «Uma assombração que se preza não pode ser preguiçosa. Buuuh!». O Fantasma do Misantropo.
O Almirante Luís Carrero Blanco foi assassinado num 20 de Dezembro. No fim de contas o destino de que conseguira miraculosamente escapar aquando da eclosão da Guerra Civil, em que as milícias vermelhas bem o tentaram caçar. Os anos que mediaram entre um martírio tentado e um outro, efectivado, transformaram um obscuro, embora competente, oficial de marinha no braço direito do Caudilho. Era um Homem de Paz: tomou posição contra a beligerância espanhola na Segunda Guera Mundial, no plano externo; e fortaleceu a solução sucessória monárquica, contrariando a radicalização partidária do Movimiento e do Estado, cara aos Falangistas mais exaltados. Diz-se que, na eventualidade da chefia do Governo, após a morte de Franco, teria prolongado o status quo. Não estou tão certo, pois o seu ultramonarquismo poderia pesar no prato da balança que equilibraria com o da fidelidade à Memória do Salvador da Espanha. Mas Deus, pelas tortíssimas linhas que se conhecem terá permitido que os terroristas acabassem por escrever direito, ao poupá-lo a esse dilema.
Perante a Memória de um Homem Bom curvo-me respeitosamente.