«O optimismo é uma preguiça do espírito». E. Herriot.
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«Uma assombração que se preza não pode ser preguiçosa. Buuuh!». O Fantasma do Misantropo.
sexta-feira, dezembro 08, 2006
A Catarse em Jogo
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Dizia Paul Morand, iluminado por paterna revelação, que esse Rodin tão dominador e imperante por entre o
Belo Sexo tinha um pavor inelutável da sua Discípula e Amante de outrora, Camille Claudel, a qual, abandonada após os primeiros estertores da juventude desenvolveu uma paranóica mania da perseguição ancorada na memória de ter sido usada como Mulher e como Artista. A única via pela qual procurava aliviar essa pressão omnipresente era a escultura, ainda assim tentada divergente da da celebridade e influência do antigo Mestre. Quantas vezes não pensei que o remédio mais seguro para evitar o manicómio teria ido trabalhar menos e desabafar mais, um pouco ao estilo das Tagarelas, as «
Causeuses» que também criou...
Faria hoje anos, se vivesse.
Querido Paulo
Não conhecia estas "Causeuses".
Adoro Rodin, mas só estas posturas, que tudo dizem, fazem por si só de Camille Claudel uma grende escultora.
Beijinho
Era-o e foi muito maltratadinha, Querida Marta. Rodin nunca escapará à fama de ter vampirizado o trabalho, tanto como a juventude, Dela.
Beijinho.