«O optimismo é uma preguiça do espírito». E. Herriot. + «Uma assombração que se preza não pode ser preguiçosa. Buuuh!». O Fantasma do Misantropo.
Não aprecio o Sr. Al-Fayed, pai do derradeiro caso amoroso de Diana de Gales. Penso-o aproveitador da publicidade da morte do próprio filho para tentar melhorar a sua posição no Reino Unido, o que se evidencia a partir das suas acções públicas. Mas não me atrevo a concluir que a sua insistência em que o acidente fatal de Paris foi provocado pela Inteligência britânica não se deva ao amor de Pai que se viu privado de um filho. A ficção pode bem ser a filha preferida da dor.
Mas o que não tem desculpa é querer sujar o nome de um investigador reputado, apenas porque não concordou com o seu anseio. Pouco a pouco vê esfumar-se todos os frágeis pontos em que assentava a sua teoria da conspiração. O mais forte era a gravidez da Princesa. Não que trouxesse qualquer problema à Coroa, com o divórcio já decretado. Mas possuiria uma força mobilizadora de suspeições no íntimo das gentes. Assim, com a confirmação da falsidade dessa alegação, a sua carreira dos tablóides ameaça entrar na via descendente.